A Parábola do Homem e o Vale do Silêncio

Havia um homem que vivia numa vila agitada, onde o barulho era constante: vozes, pressa, cobranças, opiniões. Sempre que tentava refletir ou ouvir seus próprios pensamentos, era interrompido pelo tumulto ao redor — e dentro dele.

Cansado, ele decidiu partir em busca de paz. Ouviu falar de um lugar chamado "Vale do Silêncio", onde antigos sábios iam quando precisavam se reconectar com sua essência.

A jornada foi longa. No caminho, muitos tentaram dissuadi-lo: — "Ficar em silêncio é perigoso, pode enlouquecer!"
— "Você vai se sentir sozinho!"
— "Pra quê perder tempo com isso? A vida é barulho mesmo!"

Mas ele seguiu em frente.

Ao chegar ao vale, percebeu algo curioso: o silêncio não era vazio, era cheio. Cheio de respostas. Cheio de reencontros com pedaços esquecidos de si. Cheio de verdades que o barulho do mundo não permitia que ele ouvisse.

Nos primeiros dias, chorou. Depois, sorriu. Redescobriu sua infância, seus sonhos, seus medos. E, o mais importante: reencontrou a sua própria voz, que por anos tinha sido abafada pelas vozes dos outros.

Ao retornar para a vila, ele não trouxe gritos nem discursos. Trazia nos olhos a leveza de quem se conhece, e nas palavras a sabedoria de quem aprendeu a ouvir.

Daquele dia em diante, mesmo em meio ao caos da cidade, ele carregava o silêncio dentro de si — como um templo sagrado onde a alma podia descansar.


Moral da história:
O silêncio não é ausência. É presença. É no silêncio que a alma fala, que a verdade se revela, e que o amor-próprio floresce. Quem aprende a escutar a própria voz, nunca mais se perde no barulho do mundo.

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