A parábola do semáforo invisível

Dizem que, certa vez, um homem caminhava pela cidade e percebeu algo estranho:
os semáforos estavam lá, as faixas pintadas no chão, as placas erguidas…
mas ninguém parecia enxergá-las.
As pessoas corriam, empurravam, gritavam.
No trânsito, aceleravam como se estivessem fugindo de algo.
Na rua, quase atropelavam quem ainda insistia em caminhar devagar.
No ônibus, nos olhares, nas filas… havia pressa, raiva e desconfiança.
O homem então perguntou a um velho sentado na calçada:
— Por que está todo mundo assim?
E o velho respondeu:
— Porque esqueceram que todo dia amanhece com um sinal aberto para recomeçar.
Ele continuou:
— Quando a gente não para no vermelho do próprio coração, acaba atropelando o outro.
Quando não respeita o tempo, a dor e o limite do próximo, a violência vira rotina.
E quando o amor esfria, qualquer impulso vira tragédia.
O homem seguiu andando e entendeu:
o problema não era o trânsito, nem a rua, nem a cidade.
Era a falta de pausa.
Era a ausência de humanidade.
Porque todo dia é um recomeço,
mas só para quem decide diminuir a velocidade,
olhar nos olhos, respirar fundo
e escolher não ser mais um repetindo o ódio que anda solto por aí.
Talvez o maior ato de coragem hoje
não seja correr, gritar ou reagir…
mas recomeçar com gentileza,
mesmo quando o mundo insiste em acelerar.

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