A vida não avisa. Sexta-feira também é despedida.

Ontem, numa sexta-feira — logo numa sexta — a gente recebeu a notícia da partida do influencer Henrique Maderite, vítima de um infarto fulminante.
E é impossível não refletir.
Toda sexta-feira, ao meio-dia em ponto, ele aparecia nas redes com aquele sorriso largo, aquela energia boa, dizendo: “Sextou, bebê. Pode olhar aí, meio-dia. Quem fez, fez. Quem não fez, não faz mais.”
Era simples, era leve, mas era profundo.
A gente não o conhecia pessoalmente, mas ele se fazia presente. Presente na vida, no pensamento e no coração de muita gente. Falava de família, de valores, de vida. Mostrava que dinheiro ajuda, mas não substitui abraço, presença, amor.
E aí vem a vida… ou a morte… e prega essas pegadinhas macabras.
Tantos dias pra partir… e ele parte justamente numa sexta-feira. Justamente no dia que virou marca da mensagem dele.
Isso escancara uma verdade dura, mas necessária: a vida não avisa.
Ela não manda notificação, não marca horário, não pergunta se você está pronto.
Existe uma parábola que diz assim:
Um homem sempre deixava tudo pra depois. Depois do trabalho, depois do dinheiro, depois da correria. Até que um dia, o “depois” não chegou.
Moral da história: o depois é um detalhe pequeno que a gente superestima.
Henrique nos lembrava disso sem perceber. Toda sexta, ao meio-dia, ele dizia, no fundo: “O tempo é agora.”
E talvez o maior legado dele seja esse:
Não espere a sexta certa.
Não espere o meio-dia perfeito.
Não espere o detalhe pequeno se alinhar.
Ame hoje.
Valorize hoje.
Diga hoje.
Porque, no fim das contas, quem fez… fez.
Quem não fez… pode não ter mais tempo.
Que Deus conforte a família, e que a mensagem dele continue ecoando — agora, ainda mais forte.

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