REFLEXÃO DO DIA — QUEM CUIDA DA NOSSA CASA?
Uma história sobre escolhas, segurança, fé e o futuro dos nossos filhos.
Meus amigos, eu quero convidar vocês a imaginar uma história.
Em uma pequena cidade, havia uma casa muito grande. Nela viviam centenas de famílias. Cada uma tinha seus sonhos, suas dificuldades e suas esperanças. Algumas conseguiam guardar dinheiro no fim do mês. Outras trabalhavam de sol a sol e, mesmo assim, chegavam ao final do mês devendo mais do que podiam pagar.
Naquela casa, havia alguém responsável por administrar os recursos, proteger os moradores e cuidar das portas e dos portões.
Durante muitos anos, os moradores ouviram promessas. Disseram que a casa ficaria mais segura, que a comida seria suficiente, que as contas pesariam menos e que todos poderiam dormir tranquilos.
Mas o tempo passou.
As contas continuaram chegando. Algumas famílias precisaram se endividar para comprar o básico. Os moradores começaram a reforçar as fechaduras, instalar câmeras e olhar duas vezes antes de abrir o portão.
E uma pergunta começou a surgir entre eles:
Será que estamos escolhendo nossos responsáveis pelas promessas que ouvimos ou pelos resultados que realmente conseguimos enxergar?
Um dia, chegou a hora de escolher quem administraria aquela casa pelos próximos anos.
Alguns moradores diziam: “Vamos deixar tudo como está. Já conhecemos esse caminho.”
Outros responderam: “E se dermos uma oportunidade a alguém diferente? Se não fizer um bom trabalho, teremos o direito de cobrar, avaliar e escolher outro no momento adequado.”
E havia ainda aqueles que diziam: “Não quero saber disso. Tanto faz quem vai cuidar da casa.”
Mas uma senhora, que já tinha vivido muitos anos naquela comunidade, levantou-se e disse:
“Meus filhos, o problema é que essa casa não pertence a quem está sentado na cadeira de administrador. Ela pertence a todos nós. E, quando alguma coisa dá errado, não é apenas quem fez a escolha que sofre as consequências. Todos os moradores sentem o resultado.”
E ela tinha razão.
Porque quem administra o dinheiro da casa influencia a vida de quem trabalha. Quem decide as regras de segurança influencia a tranquilidade de quem dorme. E quem escolhe os responsáveis pelo futuro também interfere na vida das crianças que ainda nem têm idade para entender essas decisões.
Meus amigos, essa história é uma parábola. Mas a reflexão que ela nos traz é muito real.
O Brasil é a nossa casa.
E eu falo isso como alguém que não conhece a violência apenas pelas notícias.
Em maio, eu fui sequestrado.
Naquele momento, pensei na minha esposa, no meu filho, na minha família. Imaginei o desespero de quem me ama, procurando respostas, publicando minhas fotografias, sem saber se eu voltaria para casa ou se desapareceria sem deixar notícias.
Mas Deus me concedeu a bênção de voltar.
E, depois de passar por isso, você começa a compreender que segurança pública não é um detalhe de programa eleitoral. É o direito de um pai abraçar o filho. É a tranquilidade de uma mãe esperar o marido voltar do trabalho. É a possibilidade de uma família viver sem o medo de perder alguém para a violência.
Por isso, eu acredito que precisamos de leis cumpridas, de justiça, de prevenção e de responsabilidade. Precisamos combater as facções criminosas e proteger as vítimas. E precisamos discutir com seriedade os benefícios concedidos a pessoas condenadas, respeitando a legislação e garantindo que a proteção da sociedade seja levada a sério.
Não se trata de negar a dignidade de ninguém. Trata-se de lembrar que a vítima também tem direitos e que a vida de quem está do lado de fora dos muros precisa ser protegida.
Também precisamos olhar para o dinheiro público. O trabalhador brasileiro se esforça, paga impostos e tenta sustentar sua família. É justo que cobre transparência, combate à corrupção, responsabilidade nos gastos e medidas que tornem a vida menos pesada para quem produz e trabalha.
E, quando surgem suspeitas de corrupção ou de desvio de recursos, precisamos exigir investigação séria e responsabilização quando houver provas. Nenhum governante deve estar acima da lei.
A democracia também exige alternância, fiscalização e liberdade para mudar de rumo. Ninguém deveria tratar um cargo público como propriedade particular. Se um governo apresenta resultados, precisa demonstrá-los. Se falha, precisa responder por suas escolhas. E o cidadão deve poder escolher outro caminho, sem medo e sem ser tratado como inimigo.
Afinal, dar uma oportunidade a alguém não significa entregar um cheque em branco. Significa estabelecer expectativas e cobrar resultados.
E existe algo ainda maior do que a economia e a política: os valores que levamos para dentro de casa.
Eu sou cristão. Acredito na Palavra de Deus, na proteção das crianças e na importância da família. E acredito também que todas as pessoas merecem respeito, independentemente de sua crença. Defender a minha fé não exige que eu humilhe a fé de ninguém.
A Bíblia nos alerta, em João 10:10, sobre aquilo que rouba, mata e destrói. Por isso, precisamos estar atentos ao mal, mas sem permitir que o ódio tome conta do nosso coração. Podemos defender nossas convicções, combater a injustiça e exigir segurança sem perder a humanidade.
E agora eu quero deixar uma pergunta para você que está me ouvindo:
Quando chegar a hora de escolher quem vai administrar a nossa casa, você vai pensar somente no presente ou também no futuro do seu filho?
Neste domingo, exerça seu direito ao voto com consciência. Analise as propostas, o histórico, as atitudes e os resultados. Não escolha apenas pela emoção, pela pressão de alguém ou por uma promessa bonita. E não deixe que outra pessoa decida por você.
Lembre-se: quem vencer deverá governar para todos, inclusive para aqueles que não votaram nele. E nós, independentemente do resultado, continuaremos tendo o dever de acompanhar, questionar e cobrar.
Depois de votar, preserve a paz. Não entre em provocações, não procure conflitos e não coloque sua família em risco por causa de uma divergência política. Nenhum candidato vale mais do que a sua vida.
Eu agradeço a Deus por ter me permitido voltar para casa. E hoje, quando abraço minha esposa e olho para o meu filho, lembro que o futuro não é apenas aquilo que os políticos prometem. É aquilo que nós, como sociedade, permitimos, cobramos e ajudamos a construir.
Porque o Brasil não pertence a um partido, a um governante ou a uma ideologia. O Brasil pertence a todos nós.
Que Deus nos dê sabedoria para escolher, coragem para cobrar, humildade para respeitar e discernimento para reconhecer quando é hora de continuar e quando é hora de mudar.
E que nunca nos esqueçamos: a cadeira de quem governa é temporária. Mas as consequências das nossas escolhas podem acompanhar nossos filhos por toda a vida.
Que Deus abençoe sua família e proteja o nosso Brasil.