A PRAÇA ONDE NINGUÉM PODIA FALAR
Neste fim de semana, enquanto muitos brasileiros se preparam para celebrar o 7 de Setembro, o Dia da Independência do Brasil, talvez seja importante fazer uma pergunta que vai muito além de uma data no calendário: De que adianta um país ser independente, se o seu povo tiver medo de falar? Quero contar uma pequena parábola. Era uma vez uma cidade chamada Liberdade. Naquela cidade havia uma grande praça. E naquela praça todos podiam falar. Um defendia uma ideia. Outro defendia outra. Um acreditava em uma coisa. Outro acreditava exatamente no contrário. Havia discussões, havia discordâncias, havia até momentos de tensão. Mas existia uma regra que todos conheciam: ninguém era obrigado a pensar igual. Até que, um dia, alguém subiu no palco da praça e disse: — A partir de hoje, só poderá falar quem estiver certo. E alguém perguntou: — Mas quem vai decidir quem está certo? Ele respondeu: — Eu. E foi aí que começou o problema. Porque, pouco a pouco, algumas vozes desapareceram. Primeiro, proib...